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Por que a operação bem-sucedida entre Petrobras (PETR4) e Seacrest é uma boa notícia também para as ações da 3R (RRRP3)

Mercado Financeiro 8 meses atrás
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Por que a operação bem-sucedida entre Petrobras (PETR4) e Seacrest é uma boa notícia também para as ações da 3R (RRRP3)

Em fato relevante divulgado ao mercado, a Petrobras (PETR3;PETR4) informou na quarta-feira (12) a venda de 100% do Polo Norte Capixaba à Seacrest Petróleo. O polo é formado por um conjunto de 4 concessões de campos de produção terrestres, com instalações integradas, no estado do Espírito Santo.

A estatal destaca que a operação foi concluída com o pagamento à vista de US$ 426,65 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato.

Com a conclusão da cessão, a Seacrest assume a condição de operadora dos campos do Polo Norte Capixaba e demais infraestruturas de produção.

Além do impacto da operação para a Petrobras e para a Seacrest (petroleira listada na Noruega cuja ação subiu 6,77% na Bolsa de Oslo após o anúncio), a notícia é vista como positiva também para a 3R Petroleum (RRRP3), que via suas ações subirem 2,24% (R$ 32,91) às 12h50 (horário de Brasília).

A visão positiva para a 3R ocorre em meio ao cenário de incertezas para as vendas de ativos da Petrobras, depois de o Ministério de Minas e Energia pedir, em 1 de março, 90 dias para a companhia suspender seu programa de desinvestimentos. A petroleira tem reiterado que os contratos assinados de venda devem ser concluídas, mas possíveis mudanças seguem no radar com alterações de diretoria e Conselho.

A 3R negocia um ativo com a estatal, o Polo Potiguar. Em meados de março, a 3R Petroleum informou que a Petrobras havia ratificado a continuidade do processo de transição de Potiguar, o que chegou a levar a uma disparada da ação após a notícia.

A compra do ativo pela companhia, pelo valor de US$ 1,38 bilhão, foi aprovada pelo conselho de administração da Petrobras no ano passado, mas o processo de aquisição ainda não foi concluído.

O Polo Potiguar envolve campos produtores de petróleo e gás, bem como terminais de uso privado, refinaria e ativos de armazenamento na Bacia Potiguar, no nordeste do Rio Grande do Norte.

“Acreditamos que este anúncio é uma indicação de que a Petrobras está avançando com as transações assinadas e é uma leitura positiva para 3R, pois remove, pelo menos parcialmente, a incerteza em torno dos processos de desinvestimento da estatal. Ressaltamos que a 3R firmou a transação com a Petrobras para a aquisição do polo Potiguar”, avalia o Goldman Sachs, que disse esperar uma reação positiva do mercado ao anúncio.

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A notícia também foi vista pelo Bradesco BBI como positiva para a 3R, que espera o fechamento do negócio nos próximos dois meses. “O status de Potiguar era semelhante ao da Norte Capixaba em termos de processo de aprovação, faltando algumas licenças ambientais”, afirma o BBI.

Na mesma linha, o Itaú BBA destacou leitura positiva para a 3R e também apontou o impacto para a Seacrest. Para os analistas do banco, o fechamento da transação é um grande fator de redução de risco no case de investimento da Seacrest, uma vez que permitirá que a empresa opere por meio de um modelo de negócio verticalizado, dando autonomia para
comercializar o óleo que produz.

O Polo Norte Capixaba compreende quatros campos terrestres: Cancã, Fazenda Alegre, Fazenda São Rafael e Fazenda Santa Luzia. O Terminal Norte Capixaba e todas as instalações de produção contidas no ring fence das quatro concessões também fazem parte do Polo, além da titularidade de alguns terrenos. A produção média do Polo Norte Capixaba no 1º trimestre de 2023 foi de aproximadamente 4,6 mil barris de óleo por dia (bpd) e 21,8 mil m³/dia de gás natural.

O BBA possui recomendação outperform (desempenho acima da média, equivalente à compra) tanto para a ação da Seacrest (negociada na Noruega) quanto para a ação da 3R (negociada na B3).

Já o Goldman aponta seguir com recomendação de compra em 3R, mas aponta que o risco de execução permanece elevado. “Destacamos também que a entrega da produção deve continuar sendo o foco do investidor, dado o fraco desempenho operacional no ano anterior e problemas operacionais recentes, que agregam riscos ao case”, avaliam.

 

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