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Light (LIGT3) pode estar mais próxima da recuperação judicial?

Mercado Financeiro 8 meses atrás
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Light (LIGT3) pode estar mais próxima da recuperação judicial?
Light recuperação judicial
 Light já reconheceu uma “situação operacional e financeira complexa”. (Imagem: Facebook)

Light (LIGT3) pode estar mais próxima de pedir recuperação judicial. É o que avaliam especialistas, após a empresa elétrica anunciar nesta semana dívida de aproximadamente R$ 11,1 bilhões e ajuizar medida cautelar exigindo a suspensão de certas obrigações financeiras.

Analistas vêm apontando a fragilidade financeira da companhia, que registrou prejuízo líquido de R$ 5,67 bilhões no ano passado e tem geração de caixa insuficiente para pagar toda a dívida até o final da concessão de distribuição em 2026.

O advogado de direito empresarial, Henrique Armando, afirma que a medida solicitada agora pela Light é um mecanismo de “pré-insolvência”. “É uma forma de renegociar o passivo da empresa por meio do procedimento de mediação, visando evitar o ajuizamento da recuperação judicial propriamente dita”, explica.

Ainda que a Light busque maneiras de evitar a recuperação, o sócio e especialista em renda variável da Davos Investimentos, Marcelo Boragini, diz que pode ser um caminho preparatório para o pedido. Isso porque ela já busca negociação de dívidas na esfera judicial.

A empresa elétrica informou nesta quarta-feira (12) que recebeu notificações da PentágonoMorgan StanleyXP InvestimentosVórtx, e Simplific Pavarini sobre o vencimento antecipado de dívidas.

Romeu Amaral, advogado mestrado em direito comercial e professor no Ibmec, ainda ressalta que a medida cautelar pressupõe o ajuizamento de uma ação principal posterior. Esse, por exemplo, foi o caminho adotado pela Americanas (AMER3), que entrou em recuperação em janeiro deste ano. Antes do pedido, a varejista também ingressou com uma cautelar para suspender cobranças.

“É muito provável que a Light esteja, sim, próxima de um pedido de recuperação judicial, que pode estar em vias de ser protocolado”, afirma Amaral.

Deu ruim para a Light?

A Light já reconheceu uma “situação operacional e financeira complexa” com a divulgação do último balanço e explicou que o resultado foi impulsionado pelo elevado endividamento, geração de caixa insuficiente e alto índice de furtos de energia.

Na última semana, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating da empresa e de suas subsidiárias de B3 para Caa3, implicando em elevada probabilidade de inadimplência, com uma taxa média de recuperação dos devedores entre 65% e 80%.

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Segundo Camilla Dolle e a equipe de analistas da XP Investimentos, a perspectiva negativa reflete as incertezas quanto às perdas esperadas aos credores, que podem se deteriorar dependendo da estratégia financeira adotada.

As analistas afirmam ainda que a liquidez da elétrica está “apertada” diante dos requisitos contínuos de investimentos para manter a qualidade da concessão e os serviços de dívida programados, de R$ 1,2 bilhão em 2023 e R$ 2,6 bilhões em 2024.

Há opções melhores que Light

Boragini, da Davos Investimentos, afirma que o compilado de notícias negativas quanto à saúde financeira da Light gera desconforto aos investidores. Segundo o especialista, o cenário é “bem delicado” para a elétrica.

No acumulado de 2023 até o fechamento de terça (11), as ações da companhia desvalorizam 51,4%, enquanto o Ibovespa recua 3%.

Para os investidores que gostam do setor elétrico, Boragini afirma que há outras opções mais seguras no curto prazo. Ele destaca Alupar (ALUP11), Eneva (ENEV3), Copel (CPLE6) e Cemig (CMIG4).

A medida cautelar

Na medida cautelar ajuizada pela Light na terça-feira (11), a companhia pede a suspensão dos pagamentos de debêntures, empréstimos, operações de derivativos e outros:

  • Debêntures objeto da 9ª, 15ª, 16ª, 17ª, 19ª, 20ª, 21ª, 22ª, 23ª, 24ª e 25ª emissões da Light Sesa, cujo saldo total perfaz, aproximadamente R$ 6,27 bilhões;
  • Contrato de Empréstimo 4.131 assinado pela Light Sesa, no valor de R$ 208,7 milhões;
  • Unsecured Bonds Due 2026 emitidos por Light Sesa e Light Energia, de R$ 3,13 bilhões;
  • Debêntures objeto da 7ª emissão da Light Energia, com saldo de R$ 566 milhões;
  • Cédula de Crédito Bancário emitida pela Lajes Energia, no montante de R$ 8,8 milhões;
  • Saldo em operações de derivativos da Light Sesa e da Light Energia, de R$ 427 milhões; e
  • Contrato de Cessão e Aquisição de Direitos Creditórios e Outras Avenças assinado pela Light Sesa, valendo R$ 441 milhões.

Além disso, a elétrica solicita a instauração de procedimento de mediação coletiva com as partes em torno das obrigações financeiras.

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