Haley fica atrás de opção “nenhum dos candidatos” em Nevada

Haley fica atrás de opção “nenhum dos candidatos” em Nevada
Haley fica atrás de opção “nenhum dos candidatos” em Nevada

Pré-candidata do Partido Republicano à Presidência dos EUA, Nikki Haley sofreu uma derrota na primária do Estado norte-americano de Nevada, realizada na 3ª feira (6.fev.2024). Ela ficou atrás das cédulas marcadas como “nenhum dos candidatos”. As informações são do jornal The New York Times.

O ex-presidente Donald Trump decidiu não participar dessa votação. A primária em Nevada não tem peso na disputa pela indicação do Partido Republicano para as eleições presidenciais. No Estado, o nome será decidido no caucus, uma reunião do partido, na 5ª feira (8.jan). Leia mais sobre as eleições dos EUA abaixo.

Depois da desistência de diversos pré-candidatos republicanos, Haley se tornou a principal adversária de Trump na corrida que termina com a indicação do Partido Republicano do nome que disputará as eleições de novembro deste ano.

O Partido Republicano de Nevada proibiu os participantes das primárias, incluindo Haley, de serem elegíveis para o caucus. Por isso, Trump deve vencer e garantir todos os delegados do Estado.

Conforme o jornal, Haley preferiu deixar de lado a competição em Nevada para se concentrar na da Carolina do Sul, seu Estado natal e do qual foi governadora.


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Entenda as eleições nos EUA

Nos EUA, antes do pleito oficial, os Estados realizam prévias eleitorais –primárias ou caucus. O objetivo é escolher, dentre os pré-candidatos dos partidos, aquele que representará a legenda no pleito, marcado para 5 de novembro.

Nas prévias, cada Estado organiza sua primária com regras próprias. São 2 modelos. O tradicional, com voto em cédulas, que pode ser aberto, fechado ou livre. Com apenas filiados ou não. Já o caucus é uma reunião do partido. Os eleitores reúnem-se em um espaço para decidir quem será o candidato.

Nos Estados Unidos, o vencedor das eleições não é o candidato com mais votos populares, mas quem conquista a maioria dos delegados de cada Estado. Esses são distribuídos para o candidato mais votado. Nas prévias a lógica é diferente. Os delegados votam proporcionalmente ao número de votos.

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A principal data das prévias será em 5 de março, quando eleitores de 16 Estados e 1 território votarão. A data é conhecida como Super Tuesday (Super 3ª feira, em tradução livre). Os territórios de Guam e Ilhas Virgens encerrarão as prévias em 8 de junho.

Voto não obrigatório

Nos EUA, ninguém é obrigado por lei a votar em qualquer eleição local, estadual ou presidencial. Segundo a Constituição, votar é um direito, mas não é um requisito.

Colégio Eleitoral

O presidente e o vice-presidente dos EUA são eleitos indiretamente pelo Colégio Eleitoral. Cada Estado tem o mesmo número de delegados que cadeiras no Congresso (Câmara dos Deputados e Senado). São 538 delegados.

Após votar para presidente, o voto é contabilizado ao nível estadual. Em 48 estados e em Washington, D.C. o vencedor recebe todos os votos eleitorais daquele Estado. Maine e Nebraska atribuem seus eleitores usando um sistema proporcional.

Um candidato precisa do voto de pelo menos 270 delegados –mais da metade do total– para vencer a eleição presidencial.

Geralmente, um vencedor projetado é anunciado na noite da eleição em novembro. No entanto, a votação oficial do Colégio Eleitoral é realizada em meados de dezembro, quando os delegados se encontram.

A diplomação do resultado será em 6 de janeiro de 2025. A posse, em 20 de janeiro.