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Fávaro destina quase R$ 5 bilhões para escoar safra 2023/2024 de grãos

Mercado Financeiro 3 semanas atrás
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Fávaro destina quase R$ 5 bilhões para escoar safra 2023/2024 de grãos
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Segundo Fávaro, os investimentos serão divididos entre o Arco Norte, com previsão de R$ 2,6 bilhões, e o Arco Sul/Sudeste, com R$ 2 bilhões (Foto: Mapa)

Com foco em diminuir custos de transporte e aumentar a competitividade do agronegócio no Brasil, nesta terça-feira (6), os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, dos Transportes, Renan Filho e dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa, apresentaram o Plano Nacional para o Escoamento da Safra de grãos 2023/2024.

O plano, que tem como tema “abrindo caminhos para o Brasil avançar”, consiste no detalhamento de investimentos para ferrovias e rodovias nos corredores do agro que estão previstos para este ano.

São R$ 4,7 bilhões em recursos públicos disponibilizados para obras estruturantes nos principais corredores logísticos que cortam o país de Norte a Sul.

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O ministro Carlos Fávaro destacou em discurso a importância dos investimentos no setor.

“Não há nada mais relevante na formação de preços do que uma infraestrutura eficaz. A formação de preço é diretamente ligada ao custo de frete. Imagine a crise que seria para o agronegócio se os investimentos do ministério não tivessem essa eficiência. Se não tivéssemos essas condições de rodovias, certamente a soja estaria abaixo do custo de produção”, explicou.

“Quando a gente tem um transporte mais eficiente com modais mais integrados com portos dando fluidez, isso se reverte em renda, em capacidade de ganhar mercados cada vez mais exigentes e cada vez mais competitivos”, acrescentou o ministro Fávaro.

Em complemento, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o Plano reitera o trabalho do Governo Federal para o crescimento da agricultura brasileira.

“Esses investimentos representam a melhoria da malha de forma geral e a conclusão e intensificação de obras estruturantes nos corredores do agro. De 2023 para cá, já tivemos como resultado crescentes exportação e importação, que significa muito mais atividade econômica, com obras que dão acesso aos portos, que fortalecem a chegada dos grãos”, detalhou o ministro Renan.

Investimentos para o transporte de grãos

Os investimentos serão divididos entre o Arco Norte, com previsão de R$ 2,6 bilhões, e o Arco Sul/Sudeste, com R$ 2 bilhões. Além disso, estão previstos, ainda para 2024, os leilões de mais dois lotes de sistemas rodoviários paranaense e outras oito concessões em corredores do agro que, somadas, devem injetar R$ 95 bilhões em melhorias nas estradas.

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De acordo com ministro Renan Filho, o resultado da retomada de investimentos promovida pela atual gestão possibilitou um aumento expressivo nos índices de condição da malha rodoviária (ICM), medidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em dezembro de 2023.

Somente no Arco Norte, em 2023, o crescimento foi de 2 mil quilômetros de vias consideradas em boas condições para o tráfego, atingindo um indicador de 80% de malha rodoviária boa — uma evolução de 28 pontos percentuais.

A título de exemplo, a BR-158-PA saiu de 3% considerada boa para 98%, já a BR-364/RO foi de 43% para 87%. No Corredor Sul/Sudeste, o ICM bom passou de 50% para 65%. A meta é chegar a 90% no Arco Norte e 80% no Sul/Sudeste até o fim deste ano.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as ações articuladas levarão a um melhor escoamento da produção brasileira.

“Esses indicadores colocam o Brasil na rota do maior volume de investimento da América do Sul e mostra que o Governo Federal tem atuado fortemente nos corredores que facilitam o escoamento da produção e para fortalecer os portos do país.”

Também foi inteirado durante o evento que há previsão, em 2024, de investimento de R$ 639 milhões em portos e hidrovias para auxiliar no escoamento para o exterior da safa.

“O Brasil hoje tem 19 mil quilômetros de hidrovias navegáveis, com potencial de chegarmos a 42 mil nesses próximos oito ou dez anos. Isso significa reduzir custos nas operações, dialogar com a agenda ambiental e ajudar a potencializar o escoamento da produção brasileira”, completou Silvio Costa Filho.

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