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Chicago, Argentina e seca: Os fatores que mexem com a soja no começo de 2024

Mercado Financeiro 6 minutos atrás
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Chicago, Argentina e seca: Os fatores que mexem com a soja no começo de 2024
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Soja negociada abaixo de R$ 100 trará margens negativas aos produtores que não fizeram a adequada proteção em bolsa, diz especialista (Imagem: Getty Images)

O mercado brasileiro da soja iniciou o ano com diferentes desafios para o produtor rural.

De um lado, há um cenário ruim em termos de produtividade para oleaginosa brasileira, onde há dúvidas sobre o tamanho real da safra 2023/2024. A estimativa da Safras & Mercado aponta para um ciclo.

O principal estado produtor, Mato Grosso, sofreu muito com elevadas temperaturas e com o clima seco durante a fase de plantio, o que se configura nesse momento em perdas estimadas na casa de 25%.

Outros estados também foram impactados pelas questões climáticas, porém, algumas regiões tiveram apenas um início de plantio atrasado, e algumas dessas áreas receberam melhores chuvas recentes.

  • É possível voltar a sonhar com a Magazine Luiza (MGLU3)? Varejista aprova aumento de capital privado de R$ 1,25 bilhão, e o analista Fernando Ferrer responde se notícia pode mudar o jogo para a empresa. Confira no Giro do Mercado desta segunda-feira (29):

“Esse quadro torna difícil estimar o real potencial médio das lavouras. Outro ponto fica para os preços brasileiros da saca. Tivemos durante o mês de janeiro uma desvalorização na casa de R$ 12,00 nos principais portos do país, sendo o reflexo de uma queda brusca em Chicago (CBOT)”, explica Rafael Silveira, analista da Safras.

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Preço da soja no Brasil e Argentina

A soja, negociada abaixo de R$ 100, certamente trará margens negativas aos produtores que não fizeram a adequada proteção em bolsa. Entre os fatores que explicam a firme queda do grão em Chicago, pode-se destacar a maior estimativa de oferta de soja sul-americana.

“O Brasil, mesmo com os seus problemas ainda não quantificados, não consegue exercer uma influência de alta lá fora, já que o contexto atual é de que a Argentina tenha uma grande safra de soja e que, na somatória, equilibraria as perdas no Brasil”, pontua.

A Argentina, nesse momento, tem boas condições nas lavouras, com bom desenvolvimento plantio. Dessa maneira, as estimativas giram em torno de 52,5 milhões de toneladas.

“Além das quedas recorrentes em Chicago, os prêmios de compra negativos e sem reação no mercado brasileiro tornam ainda mais difíceis a situação atual do produtor brasileiro, que está entre um trade off sobre custos marginais elevados e receita baixa”, discorre.

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