Carrefour (CRFB3): Em meio a redução do valor de aquisição do Grupo BIG, companhia é acusada de racismo; entenda

Carrefour (CRFB3): Em meio a redução do valor de aquisição do Grupo BIG, companhia é acusada de racismo; entenda
Carrefour (CRFB3): Em meio a redução do valor de aquisição do Grupo BIG, companhia é acusada de racismo; entenda
Carrefour
Carrefour se envolve em mais um caso de racismo e presidente Lula se pronuncia (Imagem: Carrefour/Linkedin)

O Carrefour (CRFB3) acertou redução em R$ 1 bilhão do preço de compra do Grupo BIG na noite de terça-feira (11). No entanto, o nome da companhia já estava em evidência devido a mais um caso de racismo.

A denúncia mais recente ocorreu na última sexta-feira (7), quando a professora Isabel Oliveira esteve no supermercado Atacadão — pertencente ao Carrefour — e acusou o estabelecimento de racismo.

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Ao G1, a professora explicou que foi ao local fazer compras para a Páscoa, quando notou um dos seguranças a seguindo em todos os locais que ia. Isabel alegou que foi até o funcionário e questionou se ela apresentava alguma ameaça à loja. Ele negou.

Houve tentativa de denúncia à polícia que, segundo a professora, questionou se os funcionários da empresa recusaram atendimento ou se houve algo que caracterizasse crime de racismo.

Algumas horas depois, Isabel retornou ao estabelecimento, ficou apenas em roupas íntimas, com a frase “sou uma ameaça?” em seu corpo, em forma de protesto.

“Eu não fui sexualizar nada, era um corpo perguntando se podia ser uma ameaça para aquele ambiente”, disse ao G1.

Lula se manifestou e Carrefour também

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou e afirmou que o Carrefour cometeu um crime, que não será tolerado.

Ontem vi que ocorreu mais um caso de racismo em um supermercado. Temos que dizer a direção da empresa que nosso país não aceitará uma situação degradante dessas.

Mont Capital - Carteira Administrada

— Lula (@LulaOficial) April 10, 2023

Em reunião ministerial no Palácio do Planalto para marcar os 100 dias de governo, Lula se posicionou sobre o caso.

“O Carrefour cometeu mais um crime de racismo. Mais um crime. Um fiscal do Carrefour acompanhou uma moça negra, que ia fazer compra, achando que ela ia roubar, ela teve que ficar só de calcinha e sutiã para provar que ela não ia roubar”, disse o presidente.

O Carrefour também se posicionou sobre o caso, inclusive, em nota veiculada em rádio e TV.

“Metade dos nossos 150 mil colaboradores são negros. 40% da liderança são pessoas negras. E queremos mais. Criamos o Poder, um programa de crescimento inédito interno aberto a todos os colaboradores negros. A luta antirracista não começou ontem e não termina amanhã. Faremos uma grande mobilização de combate ao racismo. Com toda a sociedade. Queremos um Brasil antirracistas e precisamos do Brasil com a gente”, dizia a nota.

O caso não é isolado

Este não é o primeiro caso em que o Carrefour é acusado de racismo. Em novembro de 2020, houve um caso em uma unidade do grupo, em que um homem negro de 40 anos, João Alberto Silveira Freitas, foi espancado até a morte por dois seguranças do estabelecimento, em Porto Alegre (RS).