Carlos vai depor à PF na 3ª feira, diz Jair Bolsonaro

Carlos vai depor à PF na 3ª feira, diz Jair Bolsonaro
Carlos vai depor à PF na 3ª feira, diz Jair Bolsonaro

O vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (Republicanos), deve depor à PF (Polícia Federal) na 3ª feira (30.jan.2024). A informação foi dada por Bolsonaro em entrevista à CNN Brasil.

Segundo Bolsonaro, o depoimento já estava marcado “há alguns dias”, mas estava em segredo de Justiça. “Ele [Carlos] vai com um advogado para evitar qualquer possível exagero“, disse.

Carlos foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta 2ª (29.jan) em operação da PF que investiga suposta espionagem ilegal na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante a gestão de Alexandre Ramagem (PL-RJ).

O assessor do ex-presidente Fabio Wajngarten afirmou em publicação no X (ex-Twitter) que o depoimento de 3ª feira (30.jan) “em nada se relaciona com os acontecimentos de hoje [29.jan]“.

Na entrevista, Bolsonaro também criticou a atuação da PF e disse que poderiam ter esperado a data do depoimento para fazer os questionamentos necessários a Carlos.

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“Por que não esperaram para amanhã fazer as perguntas que tiver que fazer? Poxa, que participação que ele tem em ‘Abin paralela’ [como está sendo chamado a suposta estrutura de espionagem]?”, disse.

OPERAÇÃO MIRA CARLOS

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Carlos Bolsonaro, em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e na casa de praia da família em Angra dos Reis (RJ).

A PF indica que o vereador participou do “núcleo político” da organização criminosa supostamente formada por funcionários da Abin que monitorou autoridades sem autorização judicial.

A informação consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a investigação. O ministro menciona o fato, que veio do relatório sigiloso encaminhado pela PF. Eis a íntegra do documento (PDF – 302 kB).

Na 5ª feira (25.jan), a operação mirou o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chefiou a Abin durante o governo Bolsonaro. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do político na Câmara dos Deputados e em outros endereços.