Bitcoin (BTC) é proteção contra inflação ou ativo de risco? Criptomoeda está capturando o ‘melhor dos dois mundos’

Bitcoin (BTC) é proteção contra inflação ou ativo de risco? Criptomoeda está capturando o ‘melhor dos dois mundos’
Bitcoin (BTC) é proteção contra inflação ou ativo de risco? Criptomoeda está capturando o ‘melhor dos dois mundos’
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Conforme dados do The Block, em uma escala de -1 até 1 (onde 1 é a correlação total), o índice de tecnologia dos Estados Unidos está em 0,8 e o metal precioso em 0,92 (Imagem: Pixabay/vjkombajn)

A reação do Bitcoin (BTC) à divulgação do dado de inflação nos Estados Unidos foi de reversão das leves baixas vistas logo cedo. Com isso, a criptomoeda passou a ser negociada acima de US$ 30.300.

A divulgação do índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos (CPI) manteve o mercado aquecido e deu seguimento às altas do Bitcoin. A criptomoeda acumula alta no ano de mais de 80% e atingiu patamares não vistos desde o colapso da Terra (LUNA), em junho de 2022.

A expectativa do mercado era de uma redução na taxa anual  do CPI para 5,2%, dos atuais 6%. Porém, a inflação nos EUA veio abaixo das expectativas, e mostrou um acúmulo de alta de 5% em 12 meses.

A notícia foi positiva para os ativos de risco, uma vez que indica o possível fim de um ciclo de apertos de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Seja ativo de risco ou proteção, o Bitcoin está subindo

O Bitcoin pegou carona, uma vez que ao longo de 2022 inteiro, foi considerado um ativo de risco, sendo inclusive bastante correlacionado com a Nasdaq, índice de tecnologia do país.

Para Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, a criptomoeda reage positivamente aos dados divulgados nos EUA uma vez que o mercado de renda variável reconhece que a meta do teto de juros do país, definida no ano passado, está sendo respeitada.

“Enquanto a inflação permanecer dentro do esperado, ou até mesmo abaixo do esperado, uma sinalização de que os juros não vão romper o teto. Com isso, os ativos de renda variável tendem a ‘performar’ positivamente”, complementa.

Entretanto, desde meados de abril, a correlação do Bitcoin com o ouro superou a correlação com a Nasdaq. Além disso, a correlação com o S&P 500 vem despencando.

Esse comportamento alimenta a tese que percorre entre analistas de que o Bitcoin iniciou o movimento de alta após ser visto como uma reserva de valor e ativo de segurança diante da quebra de bancos regionais nos Estados Unidos.

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Entre os analistas, Vinicius Bazan, analista chefe de criptoativos da Empiricus, e André Franco, analista chefe do Mercado Bitcoin, já comentaram em diversas ocasiões sobre o Bitcoin estar sendo observado como um ativo para proteção.

Conforme dados do The Block, em uma escala de -1 até 1 (onde 1 é a correlação total), o índice de tecnologia dos Estados Unidos está em 0,8 e o metal precioso em 0,92. Já a correlação do Bitcoin com o índice S&P 500 é de 0,55.

Moral da história

A Nasdaq também reagiu positivamente à divulgação dos dados de inflação nos EUA, o que corrobora com a narrativa do Bitcoin como ativo de risco na visão do mercado.

Assim como o Ouro, que também sobe levemente nesta quarta-feira, mas não tão agressivamente quanto os mercados de renda variável.

O fato é que, ambas as teses estão sendo discutidas e argumentadas entre analistas deste mercado. Seja do Bitcoin como ativo de risco pegando carona com o fim do ciclo de aperto monetário, ou da criptomoeda usada como proteção à inflação. Por ora, a criptomoeda tira proveito de ambas as teorias e garante um rali que capta o “melhor dos dois mundo”.